7 de maio de 2011


Cansado de não ter sucesso
Despeço-me com alguns poucos versos que hoje criei
Para quem não sabe
Sou um homem aos frangalhos
Todos nos temos uma historia
Algumas vão rumo ao desconhecido
E vão morrendo
Morrendo na esperança
Outras como as dos desocupados
Concentram-se em distrair-se, relembrando o passado
Olham para passado e recordam-se
Daquela história antiga do amor
Então um frangalho reconstrói sua ficção
E ao mesmo tempo se pergunta
E que diferença isso faz?
Se tudo na vida se constrói baseado na existência do sentido
E de maneira nenhuma o sentido da existência daquele amor baseia-se em nele
Então do que se alimenta seu sentido?
Se não apenas das lembras vagas e das palavras que se permitiu lembrar
ao passar pela lembrança novamente vagos e contentes momentos que teve
Momentos que o agitam, que embalam, que o mantém vivo.

Ricardo Reichert